10 curiosas que as pesquisas comprovaram sobre pais e filhos

10 curiosas que as pesquisas comprovaram sobre pais e filhos

Universidades e centros de pesquisas pelo mundo todo se dedicam a estudos dos mais diversos temas e com as conclusões mais improváveis. Nós selecionamos algumas das mais curiosas evidências sobre pais e filhos que foram estudadas cientificamente. Os dados cruzados são os mais malucos. Veja:

Nascidos no verão têm menos chances de ser CEOs

Um estudo da escola de economia da Universidade da Colúmbia Britânica, feito entre 1992 e 2009, mostrou que só 6,13% dos 375 CEOs das maiores empresas do Canadá nasceram em junho e 5,87%, em julho. Quem vem ao mundo em abril e março, por outro lado, representa12,53% e 10,67% dos CEOs, respectivamente. Se você está comemorando, lembre-se que as estações do ano são invertidas naquele país, se comparadas às do Brasil.

Filhos que passam mais tempo em jardins com pais e mães têm mais facilidade de memorização

Jardins e parques podem ser ótimos para o armazenamento de informações no cérebro na primeira infância. Segundo estudo realizado pela Universidade de New Hampshire (EUA), de 2008 a 2010, com 1410 crianças de dois a cinco anos, os pequenos que passaram pelo menos dez horas semanais com adultos nesses ambientes conseguiram decorar novas palavras cinco vezes mais eficientemente do que os que passaram menos. A razão é a exposição a estímulos visuais, como plantas e animais. O estudo é de agosto de 2011.

Bebês que usam chupeta têm maior dificuldade para fazer caretas

A Universidade de Wisconsin-Madison (EUA) queria analisar a relação entre o uso da chupeta e o apego dos bebês às mães. Mas o estudo acabou mudando de foco. Eles então confirmaram que todos os bebês que nunca haviam usado chupeta conseguiam franzir a testa, fazer bico e caretas quando estimulados, enquanto que entre os bebês adeptos do apetrecho 52% apresentaram um repertório quase nulo de expressões, além de sorrir e fazer bico. O estudo foi divulgado em abril de 2012, e contou com a participação de crianças com idades entre cinco a 11 meses.

Meninas que vão de bicicleta para a escola tiram notas mais altas

A Avena – sigla em espanhol para Instituto de Medição da Alimentação e Nutrição dos Adolescentes Espanhóis – se debruçou nessa hipótese entre 2002 e 2010. Ao todo, 2.860 garotas com idades entre 13 e 17 anos nas cidades de Granada, Madri, Murcia, Santander e Zaragoza participaram. Das 1.430 que usavam bicicleta para ir à escola, 83% obtiveram notas altas, A e B, em todas as disciplinas. Entre as que chegavam ao colégio de carro ou ônibus, apenas 60% tiveram o mesmo desempenho. O que explica esse fato é que a oxigenação do cérebro conquistada pela atividade física melhora o desempenho nos estudos. Não houve diferença entre alunas de instituições particulares e públicas.

Carteiras com foto de bebê roubadas ou perdidas têm mais chance de serem devolvidas para o dono

Em 2010, pesquisadores da Universidade de Hertfordshire (Inglaterra) espalharam pelas ruas de Edimburgo, na Escócia, 240 carteiras com itens do dia a dia, como bilhetes de loteria e papeis com telefones anotados, nenhum dinheiro ou cartão de banco. Além disso, 48 tinham fotos de animais, outras 48 de idosos, outras 48 de famílias e ainda 48 de crianças. Tambem em 48 delas havia comprovante de doação para a caridade. Das carteiras que continham fotos de bebês, 35 foram entregues à polícia. Em segundo lugar vieram aquelas com retratos de animais (21), seguidas pelas que continham fotos de famílias (19). Das carteiras com imagens de velhinhos, só 11 voltariam aos donos. Já a doação para caridade não comoveu muito: seis delas foram encaminhadas para devolução.

Crianças tímidas leem menos

Pesquisa de múltipla escolha feita pelo Fundo de Literatura Nacional da Grã-Bretanha entre 2005 e 2011 com 21 mil alunos de oito e 16 anos de idade, mostrou que um em cada seis estudantes declarou ser “tímido” ou “muito tímido”. Destes, 86% afirmaram não tirar livros na biblioteca da escola por medo de carregá-los na frente dos colegas e serem chamados de esquisitos. Para eles, a leitura se limita a quatro títulos por ano – apenas os obrigatórios para provas. Já aqueles que se consideraram “na média” ou “populares” leem de quatro a 13 títulos por ano.

Bebês de incubadora têm menos tendência à depressão

A Universidade de Montreal (Canadá), o Instituto de Psiquiatria da King’s College (Inglaterra) e os hospitais Ste. Justine e Douglas, ambos em Montreal fizeram um estudo em equipe, de 1986 a 2009. Eles acharam que mostrariam que os 606 bebês de incubadora selecionados seriam mais deprimidos no amadurecimento do que os 606 que puderam ir para os braços da mãe logo após o nascimento. Porém, quando os pequenos chegaram à adolescência, os médicos encontraram 5% dos bebês que precisaram ficar em incubadoras com quadro clínico de depressão, enquanto entre os outros a incidência alcançou 9%. Além disso, as meninas, em qualquer situaço, têm três vezes menos chances de serem deprimidas do que os meninos.

Quanto menos tempo os pais ficam em casa, mais materialista é a criança

Crianças frustradas com a ausência dos pais em casa compensam a carência apegando-se a brinquedos e aparelhos eletrônicos. O laboratório de comunicação da Universidade de Amsterdã (Holanda) analisou 466 crianças com idades entre cinco e nove anos. Apenas 18% das que são cuidadas por babás ou avós na maior parte do dia abririam mão de seus “bens materiais” em troca de um passeio. As que ficam com o pai ou a mãe em pelo menos um período são mais desapegadas: 76% deixariam tudo em casa para dar uma voltinha rápida. A pesquisa é de setembro de 2012.

Crianças não imitam adultos que as enganam

Quem não inspira confiança não serve como exemplo. Assim raciocinam bebês com menos de um ano e meio de idade, Segundo trabalho feito com 60 deles e divulgado em fevereiro de 2012 pela Universidade de Montreal, no Canadá. Na primeira etapa da pesquisa, um adulto entrou na sala em que eles estavam, olhou dentro de uma caixa e demonstrou alegria; abriu a caixa para as crianças e lá elas viram um brinquedo, uma foto e uma mamadeira. Depois, outro adulto entrou no ambiente e fez a mesma coisa – mas, quando a caixa foi aberta, estava vazia. O adulto inicial voltou à sala e bateu uma palma. Todas as crianças, sem exceção, bateram palma também. Quando o segundo homem voltou e fez o mesmo, apenas 21 bebês o imitaram. Os outros ficaram bravos e alguns caíram no choro.

Pais são otimistas demais quanto à tranquilidade dos filhos

Pais e mães podem achar que conhecem bem seus pequenos. Não é bem assim. Os adultos tendem a pensar que os filhos sempre estão ótimos, mesmo quando eles querem ajuda. Um pesquisa feita por psicólogos da Universidade da Califórnia (EUA) analisou 500 crianças entre quatro e 11 anos e seus pais. Tudo foi feito com base em 3 perguntas: A primeira era simples: “seu filho (para os pais)/você (para as crianças) tem medo do escuro?”. Enquanto 91% dos pais responderam “não”, 65% dos filhos optaram pelo “sim”. A segunda foi mais profunda: “seu filho/você tem medo que algo ruim aconteça com seus pais?”. 79% dos adultos acharam que “não”, porém 94% das crianças afirmaram que “sim”. A última era sobre algo trivial: “seu filho/você escolhe que roupa usar sem insegurança?”. O resultado foi mais semelhante: 94% dos adultos e 86% das crianças disseram “sim”. O relatório é de outubro de 2012.

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